Estudos de casos registram a contribuição dos médicos do PMM na saúde de municípios do Rio de Janeiro e do Maranhão

Vídeo Estudo de Caso

Para registrar os três anos do Programa Mais Médicos para o Brasil (PMM), a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS OMS) lança duas publicações “Programa Mais Médicos no Município do Rio de Janeiro: Mais Acesso, Equidade e Resolutividade na Atenção Primária em Saúde (APS)” e “Atenção à Saúde em municípios de pequeno porte do Maranhão” que relatam a contribuição dos médicos cooperados cubanos para a expansão da atenção primária em áreas de vulnerabilidade social com altos índices de violência e de condições socioeconômicas desfavoráveis. As cidades pesquisadas foram o Rio de Janeiro e cinco municípios de pequeno porte do Maranhão (Cururupu, Presidente Sarney, Santa Helena, São João Batista e Satubinha). O lançamento das publicações ocorreu nesta segunda-feira (5/12) durante o Seminário Programa Mais Médicos (PMM): Resultados, Lições Aprendidas e Desafios, na sede da Opas, em Brasília. O coordenador da Unidade Técnica do Programa Mais Médicos, Renato Tasca, ressaltou a contribuição dos gestores do Estado e dos municípios envolvidos para a realização do trabalho após entregar o exemplar do livro ao presidente do Cosems Maranhão, Domingos Vinícius de Araújo, e ao secretário de Articulação das Políticas Públicas do Estado do Maranhão, Marcos Pacheco.captura-de-tela-2016-12-05-as-19-43-36

“Os médicos do Programa Mais Médicos ocupam áreas com histórica dificuldade de fixação de médicos brasileiros, possibilitando o município alcançar 100% de equipes completas em todas as unidades da Estratégia Saúde da Família no território”, explicou o coordenador do estudo, Carlos Eduardo Aguilera Campos, coordenador do Mestrado Profissional da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e tutor no PMM no município.

No caso do Maranhão, os médicos do programa empreenderam esforços para enfrentar as prioridades em saúde estabelecidas pelos gestores estaduais: hipertensão arterial sistêmica, diabetes, hanseníase, atenção à saúde da gestante e atenção à saúde da criança nestes cinco municípios de pequeno porte. “Os médicos cooperados trazem o conhecimento do atendimento na atenção primária à saúde, reforçando o acesso à atenção e também a questão da linha de cuidado, da continuidade do cuidado”, explica a pesquisadora principal do estudo, Micheline Marie Meiners (Unb).

O caráter pedagógico proporcionado pelos médicos cubanos na qualificação profissional de toda equipe também foi destaque nos dois estudos de casos. “Os profissionais cubanos são mais maduros e experientes que os brasileiros, permitindo que haja uma interação e um intercâmbio de experiências e vivências para a qualificação das equipes da ESF no município”, aponta Campos. Outra contribuição dos médicos cubanos especialistas em Medicina de Família e Comunidade é com a construção de um perfil mais adequado para o trabalho médico da APS.

“O que me incentivou no desenvolvimento desse estudo foi que a própria população tem se empoderado e tendo conhecimento do que é o cuidado de verdade. Agora a população atendida sabe que é um direito dela ter acesso a este tipo profissional e que ele deve cuidar do usuário e da família”, ressalta a pesquisadora principal do estudo, Micheline Marie Meiners (Unb).

Acesse as publicações:

Programa Mais Médicos no Município do Rio de Janeiro: Mais Acesso, Equidade e Resolutividade na Atenção Primária em Saúde (APS)

Atenção à Saúde em municípios de pequeno porte do Maranhão

Assista ao vídeo com os pesquisadores envolvidos nos estudos:

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