O monitoramento do trabalho dos médicos cubanos realizado pelo município de São Paulo

Projeto Mais Médicos para o Brasil: uso de instrumento de avaliação e acompanhamento dos profissionais: município de São Paulo (julho/dezembro: 2014) – Gonçalves, Rejane CalixtoRibeiro, Cássia Liberato MunizMedeiros, Miriam Rodrigues deSouza, Maria TerezaKunitake, Cecilia Seiko Takano.São Paulo; SMS; mar. 2015. [01] p.

Os 250 profissionais cubanos que estão lotados nas 134 unidades distribuídas na cidade de São Paulo foram avaliados pela coordenação da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Os resultados obtidos foram apresentados no XXIX Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, são eles: “De 250 profissionais, 217 médicos cubanos tiveram avaliação satisfatória ou muito satisfatória: 95,26% – no atendimento ao usuário; 87,5% – na integração com a equipe; 88,48% – em assiduidade e pontualidade; 93,02% – em capacidade técnica e 90,89% – na resposta da população”, diz a avaliação. A partir desta avaliação foi construída uma agenda de supervisão da SMS juntamente com a referência do Ministério da Saúde para acompanhamento dos profi­ssionais que tiveram desempenho insatisfatório ou pouco satisfatório.

“A ferramenta de avaliação utilizada abordou os seguintes temas: atendimento ao usuário, integração à equipe, produção mensal de consultas, assiduidade e pontualidade, capacidade técnica e resposta da população, contribuições trazidas pelo trabalho do profissional e dificuldades encontradas no processo. Os itens mais objetivos foram pontuados como (1) insatisfatório; (2) pouco satisfatório; (3) satisfatório e (4) muito satisfatório e as contribuições e dificuldades foram descrito”, explicam os autores.

“Como contribuições do Projeto e atuação dos profi­ssionais foram destacados: vínculo, envolvimento, comprometimento com o trabalho; disponibilidade e foco na Atenção Básica; concepção ampliada do processo saúde/doença; boa experiência e conhecimento do trabalho na Estratégia Saúde da Família, prevenção e promoção em saúde; iniciativas, sugestões e propostas que acrescentam na qualidade e processo de trabalho; reforço do vinculo com o território; conhecimento em saúde pública; colaboração e visão de gestão no cuidado em saúde e organização; maior cobertura/atendimento a população; resolutividade e atenção a equipe e demandas; cobertura a usuários fora de área; trabalho em equipe, valorização do trabalho em grupo, pro atividade, disponibilidade, colaboração; integração junto ao usuário, equipe, unidade e comunidade; todos os médicos tem muitas experiências interessantes com educação em saúde e clínica ampliada; olhar à Saúde Integral; atendimento humanizado e holístico com usuário; diminuição na solicitação de exames e encaminhamentos; incentivo ao uso de ­fitoterápicos. Dentre as di­ficuldades foram colocadas: a questão do idioma; resistência em acompanhamento a usuários em ambulância; prescrição de medicamentos; manejo de casos de saúde mental , pré-natal e drogadição; confi­guração de agendamento de consultas de 15 em 15 minutos; posturas pessoais que di­ficultaram integração com a equipe e acolhimento ao usuário”.

Raquel Abrantes Pêgo é doutora em Ciências Sociais, colaboradora da OPAS-Brasil, professora visitante no Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UNB) e colaboradora da Rede de Pesquisa Análise de Políticas de Saúde no Brasil*Raquel Abrantes Pêgo é doutora em Ciências Sociais, colaboradora da OPAS-Brasil, professora visitante no Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UNB) e colaboradora da Rede de Pesquisa Análise de Políticas de Saúde no Brasil. Rabra.pego@gmail.com

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