Pesquisadores chegam à conclusão que Programa Mais Médicos atua sobre a inequidades em saúde ao aumentar a oferta de médicos

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Artigo: “Programa Mais Médicos: uma ação efetiva para reduzir iniquidades em saúde” (Pacheco, Santos Leonor Maria; Costa, Ana Maria; Girardi Sábado)

O artigo em questão apresenta dados de duas fontes que demonstram como o aumento da oferta de médicos pode melhorar a equidade em saúde. Citando informações do relatório de Auditoria Operacional do Tribunal de Contas da União (TCU), o artigo confirma que uma maior presença de médicos está tendo como consequência:

  • Crescimento no número de consultas realizadas.
  • Crescimento nas visitas domiciliares.
  • Aumento na ofer­ta de serviços de saúde.
  • Dos 264 pacientes entrevistados 57% e 32% relataram “não ter nenhuma dificuldade” e “ter tido um pouco de dificuldade”, respectivamente, para entender os médicos intercambistas.

Outra fonte utilizada pelos pesquisadores são os resultados parciais do estudo de campo em municípios pobres das cinco regiões do Brasil realizado pelo próprio grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília (Unb), que comprova:

  • A qualidade e satisfação dos usuários dos serviços de saúde:
  • Alto grau de satisfação junto a 263 usuários do SUS estudados nas dimensões “tempo de espera para agendar a consulta” e “atendimento durante a consulta”. “A maioria relatou que sua privacidade foi respeitada, que os médicos ouviram com atenção suas queixas, deram as informações necessárias, explicaram de forma clara o tratamento e que eles compreenderam as orientações dadas” (p. 3550)
  • A “língua espanhola não foi impedimento para a comunicação” para o caso dos médicos intercambistas.
  • A atenção à saúde propriamente dita e a organização dos serviço na percepção dos gestores e dos profissionais da saúde entrevistados sobre a presença dos médicos na equipe de saúde:
  • Ampliou a capacidade de diagnóstico de problemas do território
  • Gerou mais agilidade e continuidade no tratamento do usuário.
  • Agregou novas experiências e práticas de cuidado, que contribuem para a melhoria da Atenção Primária à Saúde (APS).
  • Apoio constante na organização dos serviços e ao trabalho em equipe.

A conclusão é simples: Incidir sobre a falta de médicos na equipe de saúde é importante para melhorar a capacidade de resposta dos serviços de saúde e promover a equidade.

Raquel Abrantes Pêgo é doutora em Ciências Sociais, colaboradora da OPAS-Brasil, professora visitante no Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UNB) e colaboradora da Rede de Pesquisa Análise de Políticas de Saúde no Brasil*Raquel Abrantes Pêgo é doutora em Ciências Sociais, colaboradora da OPAS-Brasil, professora visitante no Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UNB) e colaboradora da Rede de Pesquisa Análise de Políticas de Saúde no Brasil. Rabra.pego@gmail.com

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